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A absurda punição da professora Maria Denise Bandeira PDF Imprimir E-mail
Dom, 16 de Maio de 2010 20:36
Acompanhamos pela mídia, o desenrolar do ato praticado por um aluno da Escola Estadual de Ensino Médio Barão de Lucena, de Viamão, qual seja, a pichação de paredes da referida escola. Pelas informações veiculadas no Correio do Povo, não foi a primeira nem a única vez que este estudante danifica a pintura das paredes da escola.

A professora Maria Denise Bandeira, Vice-diretora, tomou a atitude educadora de fazer com que o referido jovem limpasse e pintasse as paredes que havia pichado. O procedimento da professora, que deveria ter recebido todo o apoio, acabou provocando abertura de processo pela justiça (?). A   reportagem do Correio do Povo de 05 do corrente informa que ela assinou acordo para pagar multa no valor de meio salário mínimo para evitar processo criminal proposto pela promotora de Justiça da Infância e da Juventude, Daniela Lucca da Silva.

Que absurdo! Que exemplo e que sinalização esta promotora dá à sociedade! A isto se chama de impunidade. Esta promotora não deve saber que todo ato praticado tem uma conseqüência. Ao tomar esta atitude absurda, a referida promotora: a) está subtraindo a autoridade de uma educadora; b) está autorizando e incentivando que atos como o referido sejam praticados pelos jovens. É desta forma que se inicia e se enraíza a impunidade neste país, fato tão abominado pela “sociedade de bem”.

A atitude da professora impôs limites e trilhou o caminho para a formação de um cidadão integro, honesto e do bem. A atitude da promotora trilhou o caminho oposto, o do “jeitinho”, o de passar a mão por cima, do coitadinho, do jovem que deve ser protegido faça o que fizer. Não é este tipo de “proteção” que formará o bom cidadão. Os alunos daquela escola provavelmente serão incentivados a seguir o exemplo do pichador, pois sabem que nada vai acontecer e que a multa aplicada à professora irá engordar o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. É isto o que o ato da promotora provavelmente acarretará.

A sociedade quase diariamente assiste indignada a membros do atual governo federal, bem como de outros agentes estaduais, colocando dinheiro em cuecas, meias, pastas, etc, dinheiro este pago como impostos pelo sofrido povo brasileiro. A ação da promotora tem tudo para que fatos como estes não só se perpetuem, como aumentem em nosso país.

Estamos assistindo no nosso país o comportamento violento e autodestrutivo alastrar-se entre os jovens. Os desajustes e a inadequação tornam-se uma realidade crescente em nossa sociedade. Os jovens são naturalmente mais atraídos para a aventura, o risco, do que para o certo, o bem-comportado. Ao não concordarmos com o que está ocorrendo, atuamos como voluntário no programa Amor-Exigente. O lema central do Amor-Exigente é: Nós o amamos mas não aceitamos o que você está fazendo de errado! É o que fez a professora Denise. Parabéns! Sugiro à promotora Daniela pensar sobre isto.

Professora Denise: a senhora tem todo o nosso respeito, solidariedade e admiração pelo seu ato. A senhora é uma verdadeira educadora. Não esmoreça. O Brasil precisa de pessoas de bem e que tenham clareza do que significa educar. Seu exemplo dignifica nossa classe, pois também fui professor. Basta de sermos o país do “jeitinho”, da “sacanagem”, da impunidade e de que tudo é permitido. Moralidade e sobriedade, já.


Flávio Antônio Cauduro
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Professor aposentado da UFRGS e
voluntário do Amor-Exigente

 

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