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O que fazer para prevenir a recaída PDF Imprimir E-mail
Dom, 16 de Maio de 2010 20:28
Para podermos trabalhar a prevenção a recaída, primeiro precisamos ter em mente que a dependência química é uma doença incurável, e que, portanto precisamos ao longo da nossa vida estarmos atentos  a isso.

Quando nosso ente querido se submete a um tratamento, seja ele de internação em comunidades terapêuticas, hospitais psiquiátricos, etc., provavelmente ele já sofreu muito e fez seus familiares também sofrerem. Perdas de toda natureza se fazem presentes na sua vida (materiais, sociais, emocionais etc.), chegou enfim no fundo do poço. Finalmente pede ajuda ou compulsoriamente a família o interna.  O que se pretende agora é a busca e manutenção de outro padrão de vida; de resgatar a sua dignidade, os valores éticos morais e espirituais e acima de tudo da sua sobriedade. Um longo e sofrido caminho ele percorre, até finalmente ganhar a liberdade. Liberdade de poder viver sem a substância, liberdade de poder voltar a viver com decência e dignidade.

O papel dos familiares é de fundamental importância no processo de recuperação e de prevenção a recaída. Estes também precisam se instruir e se fortalecer para efetivamente não agirem como facilitares. A volta de um ente querido para casa gera insegurança e medo de que as coisas ruins aconteçam novamente. Muitas famílias desejam manter por mais um período seus entes queridos internados para terem um pouco mais de “descanso”. Isso tudo é normal diante do sofrimento que foram submetidos, mas finalmente chega o dia do retorno. Sentimentos vários são vividos:- alegria, ansiedade, medo, tristeza.  Para que tudo isso seja vivido com menos dor é que durante a internação as famílias devem se preparar para também efetuarem mudanças comportamentais. Precisam freqüentar grupos de apoio, pois além de se fortalecerem encontram nas experiências dos seus membros situações que lhes dão suportes para melhorarem a si próprios.

A prevenção da recaída objetiva manter e melhorar o processo de mudança de vida. Ela evita a possibilidade de que o dependente químico retorne ao uso da substância. Para prevenir a recaída é preciso entendê-la. Quanto mais informações possuir sobre adicção, recuperação e recaída, mais ferramentas você terá para ajudar seu ente querido a manter a sobriedade. No caso de já ter vivido em algum momento a experiência da recaída, é preciso descobrir o que a ocasionou. Isto é feito revisando a história de uso de químicos, assim como os sinais de aviso específicos e sintomas que ocorreram durante as tentativas de conseguir abstinência.

Toda pessoa tem um conjunto pessoal e único de sinais que indicam que o processo de recaída esta acontecendo. Os sintomas podem ser:- problemas de saúde, problemas de pensamento, problemas emocionais, de memória ou de julgamento e comportamentos inadequados. O questionário se propõe justamente a identificar aqueles que se encontram em "situação de vulnerabilidade" para a dependência. É preciso desenvolver uma lista de sinais de aviso pessoais ou de indicações de que pode estar em perigo. Cada sinal de aviso na verdade é um problema que precisa da nossa atenção.

Se você quer evitar o problema, é necessário revisar cada sinal de aviso e responder a questão: O que fazer para evitar que este problema aconteça?É necessário lembrar que adicção é uma doença com tendência á recaída. Isto significa que qualquer adicto em recuperação terá uma tendência a experimentar problemas ou sinais de aviso que podem levá-lo de volta ao uso aditivo.

Uma vez que se saiba e aceite este fato, a sensação de fracasso diante de uma possível recaída ou até mesmo da própria recaída deve ser totalmente rejeitada. Os sinais de aviso de recaída sempre precedem o seu uso. O uso da substância é a última etapa da recaída.  Se quisermos evitar a recaída precisamos ver cada sinal de aviso como um fator que requer pronta intervenção e formular um plano para lidar com eles. É essencial que se estabeleça novas respostas determinando o que faremos quando reconhecermos que um sinal de aviso está acontecendo. Como pode ser interrompida a situação de vulnerabilidade? Quais ações podemos desenvolver para remover os sinais?

Liste varias opções ou possíveis soluções. Listar várias alternativas oferecerá mais chances de se escolher a melhor solução e ter mais opções caso a primeira escolha não funcione. Escolha uma opção razoável que pareça oferecer a melhor possibilidade de interromper o processo de recaída. Esta será a resposta nova quando perceber o surgimento de um sinal de recaída. 

A família deve ajudar o dependente químico a praticar essas novas respostas até se tornarem um hábito. Se mesmo assim a resposta nova falhar estabeleça um plano novo mais efetivo para interromper o sinal de aviso. Se não possuirmos um plano, não seremos capazes de interrompê-lo quando surgirem os sinais. É bom também envolver outras pessoas no processo de prevenção da recaída e prepará-las para lidar caso isso ocorra. Pedir para os familiares, namoradas (os) e amigos ajudarem o dependente químico a permanecer sóbrio e o avisá-lo dos seus sinais de recaída (enfatizar que sozinho é difícil conseguir a sobriedade).

Finalmente, lembre-se que três pessoas diferentes ocupam o corpo do Dep.Quim. = 1º aquele que não era usuário; 2º o usuário e o 3º aquele que já buscou tratamento e está livre das drogas. O dependente químico não será mais a mesma pessoa que era antes de usar as substâncias. Houve mudanças em todas as áreas de sua vida, portanto não espere encontrar a mesma pessoa. Muito provavelmente a família também não será a mesma. Se é mudança que buscamos e qualidade de vida, obviamente a família também tem que mudar seu comportamento.

Quando acontece a alta do tratamento na comunidade terapêutica, à volta para casa requer alguns cuidados. Além da mudança comportamental da família, um dos fatores  preponderantes para uma feliz reinserção social  é recomendável na medida do possível mudar o mobiliário da casa ou a sua disposição. O mesmo cuidado deve ser dado ao quarto. As lembranças do passado devem na medida do possível ficar no passado. Músicas, aromas, “amizades”, lugares, etc., ficam registradas na memória, e podem ocasionar uma espécie de fissura.

É preciso agora deixá-lo retomar uma vida produtiva. Incentivá-lo a voltar a estudar, trabalhar, praticar atividade física, exercitar a espiritualidade, ter disciplina. Deixe-o crescer. Não é bom que a família faça por ele o que ele precisa fazer por si mesmo. Exemplo:- abrir um negócio próprio e dá-lo de presente. Seus talentos, suas potencialidades, precisam ser usados para que ele se sinta útil, produtivo e capaz de conduzir com dignidade sua própria vida, recuperando dessa forma a sua auto-estima.

E creia:- “Filipenses 4, 4-7 :- Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência humana, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus”.


Por Margareth Vargas – Grupo de Apoio Amor Exigente – Araçatuba

 

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