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Multiplos fatores da toxicofilia PDF Imprimir E-mail
Dom, 16 de Maio de 2010 20:11
A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda classifica como o problema número 1 na drogadicção o alcoolismo; e já se sabe que filhos de alcoolistas trazem, em expressivo nível estatístico, propensão ao alcoolismo. Todavia trata-se de virtualidade; isto é, para que a propensão se exteriorize e se transforme em dependência, muitos fatores ambientais têm que contribuir – sendo o principal deles a exemplariedade na educação, quando o filho convive com pai e outros adultos alcoolistas.

O percurso humano, como percurso de um ser de desejos, emoções, pensamentos lógicos e construções culturais-éticas, não é nada simples. Ás vezes, estabelece-se uma enorme dificuldade de se sair do encantamento da infância, coisa plasticamente descrita por Charbonneau, com as seguintes palavras;

“[...] o adolescente emerge da infância vivida entre sonhos. Viver era bom. As pessoas eram calorosas. O universo era belo. O mundo era bem ordenado. Tudo ia bem, como se fosse o melhor dos mundos. Era a época em que a fantasia permitia o idealismo.
Ora, de repente, em apenas alguns meses, enquanto o olhar
no momento da adolescência se faz mais agudo e mais penetrante, o jovem sai do mundo feérico, para mergulhar no mundo da realidade.
Ele descobre, então que dos sonhos que havia alimentado à realidade que descobre, não há nenhuma relação” (1988; 66).

Se a infância pôde ser mais regida pelo princípio do prazer (Eros) e pelos vôos da imaginação, a adolescência vê-se desafiada pelo princípio de realidade, ou principalmente por este. Daí certa introspectividade amedrontada, certo desencanto pelas banalizações adultas do amor, certo ceticismo por de algum modo sentir-se traído pelas mascarações do mundo dos adultos. Escreve Charbonneau: “Que lhe resta, então, senão a fuga? Ora, o recurso mais seguro para consegui-la é precisamente a droga” (1988: 68).

O núcleo da vida do adolescente é o paradoxo vivamente sentido: ao mesmo tempo que quer se auto afirmar, procura certo mimetismo social (buscando formas de diluir-se para não ser visado). Ora, isto põe como conseqüência muitas inseguranças: as próprias (dos seus questionamentos de vida e das transformações hormonais), as que vêm da sociedade enferma e, sobretudo, as derivadas de uma vida  de família não bem estruturada. Com isto chegamos ao tema mais delicado: a família.

Separado da plascenta uterina, o ser humano precisa ter como segunda segurança o grupo familiar. Pais e mães não deverão ser apenas mantenedores de seus filhos nem ser apenas companheiros destes em seu desenvolvimento; pais e mães precisarão ser modelos estimuladores do desenvolvimento, parâmetros do processo de maturação dos seus filhos. Crianças e adolescentes e jovens vão necessitar viver um real sentimento de pertinência em relação ao grupo familiar, isso não no sentido de posse (os filhos serem como propriedade dos pais), mas no sentido de que esses seres em desenvolvimento sintam que, em todo caso, podem contar com a família.

Se os filhos não alcançarem viver este forte sentimento de vínculo à família, sentir-se-ão emocionalmente excluídos – pois há também as exclusões emocionais e normalmente buscarão grupos clandestinos que, encenando afetividade para com eles, representando-lhes o teatro da aceitação e do abrigo, acabam por conduzi-los ao drama das dependências de drogas tóxicas.

Filhos de lares harmônicos e que recebem afeto real, podem até experimentar tóxicos; mas, na medida em que podem contar com os pais, sairão disso com bem maior facilidade.
Como se pode ver, a família é, para o ser em desenvolvimento, sustentáculo e segurança; portanto, com toda a crise de identidade da família atual, esta segue sendo a esperança de fortalecimento para os posteriores embates com o macrossocial.

Nossas sociedades andam tão sofridas e tumultuadas com o problema das toxicofilias (amizade aos venenos), que estão presas nas armadilhas do seu próprio espanto, perguntando-se com aflição acerca do que pode ser feito.
Se as drogas tornaram-se onipresentes, passaram a ser um problema de toda a sociedade. Todas as frentes educacionais e todas as frentes terapêuticas, bem como todas as atividades religiosas têm que dimensionar adequadamente o mega problema que ameaça as gerações e por mãos à obra.

Nossas sociedades chegaram ao seu ponto limite O sofrimento que hoje enegrece nosso planeta tem como um dos seus piores componentes a toxicofilia. E de pouco valerá pormos apenas sobre os ombros de instituições especializadas a missão de enfrentar essa coisa trágica que tem liquidado as primícias do nosso povo. Afinal, o ser humano é um ser de transcendência e, por isto mesmo, não está inapelavelmente condenado ao cárcere dos seus descaminhos; se é ser inteligente, imaginoso e criativo, é ser sobretudo dotado de auto transcendência, isto é, capaz de constantemente superar a sua própria condição atual. Porque, ou cremos na perfectibilidade humana ou vamos para as fileiras dos desistentes resmungar rabugices.


Fonte – Drogadicção: um mega-problema atual
Autor – J.F. Regis de Morais, Ph.D
Colaboração – Lucila Costa – Coordenadora Regional de Amor Exigente

 

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