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Reinserção social - Proposta de Recuperação PDF Imprimir E-mail
Dom, 16 de Maio de 2010 20:03
Ao procurar por um tratamento de recuperação para seu dependente químico, a família poderá estar envolvida pelo desejo de encontrar aquele que produza um milagre, que o faça deixar de usar  drogas, e lhe devolva o bom senso de saber cuidar-se, que mude suas atitudes, que adquira comportamentos novos, socialmente aceitos, que estude, trabalhe, mude seu humor para melhor, que saiba selecionar os lugares a freqüentar, e os amigos... enfim... que seja uma nova pessoa, que supere seus defeitos e que viva suas qualidades.

Infelizmente não se pode esperar por milagres, a família deverá saber que não só o indivíduo precisará mudar seu Estilo de Vida, mas caberá, também, ao núcleo familiar rever suas ações, sua maneira de agir frente à diferentes situações.

Faz parte do papel de uma Equipe de Trabalho, reforçar ao dependente químico, que as mudanças de comportamento, aquisição de novos valores, equilíbrio de sua auto-estima saber lidar com as frustrações da vida, ser reflexivo, preservar-se e não agredir-se entre outros tantos valores, dependem dele indivíduo, que uma família participativa no tratamento, receptiva à mudanças, aberta ao diálogo poderá ser um grande fator de proteção e sucesso, mas não um determinante.

O dependente químico em recuperação não poderá projetar o resultado de seu tratamento apenas na mudança de comportamento da família, mas num primeiro momento em si mesmo.

Sabe-se que existem famílias que vivem uma relação desarmônica, disfuncional, que por isso não se comportarão tão adequadamente no tratamento, resistindo a aceitar que tenham algum compromisso quanto ao resultado positivo ou negativo do mesmo, enquanto outras, mais harmônicas e funcionais poderão ser mais participativas e engajadas na proposta de recuperação, mas com certeza, não poderão ser as únicas responsáveis pelo sucesso...

O Dependente Químico é o Ator Principal de sua História... e precisará saber conviver com as características de sua família, com suas características individuais, e lutar para um crescimento pessoal, fazendo-se forte para resistir às pressões, e também para saber usufruir da ajuda que a família possa lhe dar, revendo muitas vezes sua onipotência.

Sozinhos poderão fazer pouco, juntos indivíduo e família, com certeza, farão mais...


Proposta Terapêutica – Tratamento
Durante o tratamento se faz importante que a equipe de trabalho, oriente a família em suas necessidades, que consiga diagnosticar como está se relacionando consigo mesma e com o próprio dependente, se possível detectar a existência ou não dos codependentes, que tanto poderão ser o próprio dependente, como sua mãe, seu pai, sua companheira...

Orientar o dependente em recuperação a conviver com o ritmo familiar, não significa tirar sua responsabilidade por sua recuperação, nem culpar os pais, pois na realidade todos podem ser vítimas de um jogo, que perdura há anos, ou mesmo há muitas gerações.

O importante é orientá-lo a saber viver com sua realidade familiar, fortalecer-se frente aos obstáculos que a família poderá criar para não destituí-lo do papel de bode expiatório, pois muitas vezes a dinâmica familiar só sabe conviver com crises destrutivas, e poderá não saber conviver com sua recuperação, como o inverso também é verdadeiro. Existem as famílias abertas a se doar, abertas a ter o dependente em recuperação dentro do seio familiar, mas desde que os limites, direitos e deveres sejam respeitados.

Ao orientar-se o indivíduo dependente para que preserve a sua recuperação, dentro do núcleo familiar, deve-se fazê-lo ser seletivo para assim saber usufruir do lado saudável do relacionamento familiar, como também elaborar suas defesas para não se deixar envolver pelos aspectos negativos como: adições sociais entre os familiares, auto-medicações, sintomatologias neuróticas graves, mitos familiares, segredos, agressividade implícita ou explícita, mensagens duplas, desrespeito à sua individualidade, valores rígidos ou permissivos demais, falta de diálogo, crise sócio-econômica, etc...


Estilo de vida
Como proceder para mudar


· PARA O CONSUMO DE TODAS AS DROGAS
Ø      Não apenas reduzir o consumo pois assim estará apenas adiando o processo de recuperação;
· MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO
Ø      Sempre que possível, evitar ambientes, situações e “antigos companheiros” de uso/abuso, que podem ser         facilitadores negativos, fatores de risco para a recaída;
Ø      Evitar se colocar em “teste” – voltar ao passado, para provar à si mesmo que está “forte”, que “mudou”, que seu tratamento está dando certo.
Ø      Ao testar-se poderá não usar o produto, seria isto um sucesso? Provavelmente não, pois este “resultado” esta autoconfiança, poderá gerar uma desagradável surpresa, caso insista em repetir a experiência... Sentir o Desejo de Consumir... aproximá-lo da Recaída.
· REENCONTRAR FONTES DE PRAZER, INDEPENDENTE DO PRODUTO,
ADQUIRIR UM REPERTÓRIO NOVO DE RESPOSTAS FRENTE À VIDA:
Ø      Rever a Relação familiar;
Ø      Reaproximar-se dos “bons amigos” do passado;
Ø      Estabelecer novos vínculos de amizade;
Ø      Freqüentar ambientes saudáveis;
Ø      Retomar e desenvolver seu potencial de trabalho;
Ø      Estudar;
Ø      Resgatar hobbies, ou adquiri-los;
Ø      Praticar atividades físicas, cuidar da alimentação, da aparência;
Ø      Viver de maneira saudável, sua afetividade e sua sexualidade;
Ø      Melhorar sua auto-estima, fortalecendo-se para um possível fracasso em qualquer momento ou área de sua vida, como para permitir-se um possível sucesso.
Ø      Trabalhar os aspectos econômicos e financeiros, superando as perdas ocorridas durante o período da doença;
Ø      Cuidar-se física e psicologicamente, como suporte para transpor obstáculos que possam comprometer sua recuperação e reinserção social;
Ø      Independente de sua orientação religiosa, precisa sentir algo “maior”, recuperar e manter a credibilidade em si mesmo, desenvolver a Espiritualidade;
Ø      Ter consciência que o tratamento não termina com a conclusão de sua participação em um programa. Que se faz importante o pós-tratamento, independente da abordagem terapêutica experenciada, para que assim obtenha mais “recursos pessoais”, para enfrentar possíveis situações de risco.
Ø      Mudar seu Estilo de Vida, estar disponível e motivado para rever as rupturas ocorridas no passado, com a família, as relações amorosas, os amigos, o trabalho, o estudo, o lazer, etc... Esta mudança poderá funcionar como Fator de Proteção;
Ø      Preparar-se incansavelmente para “Viver, “Deixar-se Viver”, Saber “Lidar” com Ganhos e Perdas. Sucessos e Frustrações...


“O Segredo Não É Correr Atrás Das Borboletas; É Cuidar Do Jardim Para Que Elas Venham Até Nós” – Mário Quintana.


Conclusão
Como Participar do Lazer
É evidente que ao longo de sua vida de recuperação não lhe será possível evitar todos os fatores de risco para uma recaída, e conviver apenas com os fatores de proteção, mas, se conscientizado de seus próprios limites, e despojado da arrogância de afirmar que sabe o que faz de sua vida, poderá ser seletivo o suficiente para preservar-se.

Quando conscientizado de seus limites, poderá entender que o lazer não está diretamente vinculado à uma mudança de humor, através do uso de uma substância psicoativa, mas que Lazer e Prazer em divertir-se, dependerá não só do meio, mas muito de seu equilíbrio emocional, de sua auto-estima.
Se faz importante preparar-se para conviver com as pressões sociais, familiares, a influência dos antigos e novos amigos, quanto à diversão e prazer, fazer-se atento a si mesmo, para não se deixar influenciar pelos pensamentos secretos de consumir só um pouco”.

Antes de culpar o meio, a família, os amigos, e as pressões advindas dos mesmos, o indivíduo precisará saber controlar sua própria ansiedade, assumir seus limites, aceitar-se, lutar para vencer seus defeitos de caráter, ser honesto consigo mesmo, tendo claro que reinserir-se socialmente é um processo ao longo do tempo; assim como sua recuperação o será.


O Desafio do Trabalho
O indivíduo dependente químico, no decorrer de seu processo de recuperação, precisa ser orientado a como freqüentar o trabalho, tendo ou não uma mão-de-obra qualificada.

Sabe-se da importância da ocupação profissional na recuperação da dependência, que o indivíduo saiba valorizar o trabalho no momento de sua reinserção social, que saiba adaptar-se ao meio profissional, que saiba conviver, com o stress do ambiente do trabalho, a competitividade, a comunicação com companheiros e chefia, as reuniões pós horário de trabalho e tidas como sociais, o dinheiro de seu pagamento, seu período de férias, seus finais-de-semana, seus ganhos, suas perdas, e também com preconceito de alguns em relação à sua doença, com os agentes facilitadores negativos, com as brincadeiras desafiando-o a “usar um pouco”...

Em alguns casos o ambiente de trabalho é tão disfuncional ou facilitador para a recaída, que o indivíduo precisará ser orientado à uma mudança de funções, o que de certa forma poderá gerar frustrações.

Infelizmente nem sempre o indivíduo desenvolve um trabalho dentro de uma Empresa que respeite sua doença, e ofereça recursos positivos para a sua recuperação, assim como na busca de uma ocupação profissional, independente de seu curriculum, poderá ser “barrado” ao mencionar fatos de sua vida, ou seja, relatar a verdade sobre seu quadro de dependência.

Não nos cabe colocar o indivíduo no papel de Vítima, e a Empresa no papel de Vilã, mas sim termos claro que em alguns casos o “preconceito precisa ser traduzido em “elo” pelos demais, pois muitas funções colocam a vida de outros em risco, e um deslize poderá gerar uma grande crise...

Reinserir-se no trabalho, manter-se como mão-de-obra ativa, é um grande facilitador para a mudança de Estilo de Vida, como também para alguns dependentes torna-se uma forma de trabalhar seu “orgulho”, pois terá que submeter-se às funções mais simples, menos sofisticadas, mas recuperar-se é também adaptar-se ao novo, é permitir aprender novas funções, novos valores, inclusive quanto ao que vale sua mão-de-obra, e o quanto lhe pagarão.


“Assim como Roma não foi feita num dia, uma mudança bem sucedida no Estilo de Vida também Não pode ser estabelecida em um período relativamente curto”
G. Alan Marlatt


Por Dra. Rosinez

 

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